sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Lançado Linux Educacional 4.0 para máquinas eProinfo "por enquanto"

       A UFPR disponibilizou a versão final do Linux Educacional 4 para máquinas do eproinfo já incluso o software ProinfoData.
      O download do LE4 pode ser realizado pelo link: http://le.c3sl.ufpr.br/iso/Linux_Educacional_4.0-desktop-i386.iso
Em breve teremos a versão final para demais máquinas.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Presidente Lula defende WikiLeaks e faz “o primeiro voto de protesto”

Por enquanto só temos visto a sociedade civil posicionar-se a favor de Julian Assange e do WikiLeaks. Todos os governos envolvidos no Cable Gate mostram-se sempre contra o site, inclusive o Secretário de Defesa dos Estados Unidos e Hillary Clinton, a Secretária de Estado dos EUA. E não é que o nosso presidente Lula foi o primeiro chefe de Estado a solidarizar com a causa do site?

Interrompemos a nossa programação para o pronunciamento do Excelentíssimo Senhor Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.


Lula é muito claro no que diz: Assange estava apenas divulgando informações, sem cometer qualquer crime por causa disso. O que ele fez foi desnudar a atividade diplomática, até então inatingível por nós, meros mortais, e torná-la pública, acessível a todos. “É engraçado, não tem nada contra [o cerceamento à] liberdade de expressão”, diz o presidente, em respeito à divulgação feita pelo WikiLeaks.
O presidente ainda deixa um conselho para Dilma Rousseff, sua sucessora, para que oriente os seus embaixadores: “Se não tiver o que escrever, não escreva bobagem. Passe em branco a mensagem.”
“Eu não vi um voto de protesto”, diz Lula, colocando-se como o primeiro estadista a protestar contra a prisão de Julian Assange. O presidente declarou sua solidariedade ao WikiLeaks “pela divulgação das coisas”.
Com informações: Blog do Planalto

Fonte: http://tecnoblog.net/50610/presidente-lula-defende-wikileaks-e-faz-o-primeiro-voto-de-protesto/

domingo, 12 de dezembro de 2010

Relato 7º FGSL - Forum Goiano de Software Livre.

    Saudações companheiros do software livre, aproveitando que o evento ainda está bem vivo em minha memória, pois acabei de sair dele, venho lhes trazer o relato do evento, evento esse que já tem grande tradição no estado de Goiás. Estamos falando do Fórum Goiano de Software Livre.
    Em sua sétima edição o evento contou com uma seleta gama de palestrantes e muitos participantes inscritos e não inscritos, contamos também com dois sub eventos nesse FGSL 7 que foram os encontros de usuários Slackware de Goias e usuários de Software Livre na educação com as siglas e-GUS e EGSLE respectivamente.
    Muita correria e uma grande prestatividade por parte da organização do evento possibilitaram que o evento ocorresse sem transtornos, fruto de uma imensa dedicação e compromisso por parte da comissão organizadora do evento, já deixo meus parabéns e agradecimentos a todas as pessoas que de bom grado se voluntariaram para trabalhar onde foi  necessário. Logo que cheguei fui recepcionado pelo Sebastião e pelo Joelias .Jr que já me deram uma camiseta do evento ( muito bonita por sinal ), tive também a chance de ajudar, um pouco antes da minha palestra ajudei o pessoal do credenciamento com a locomoção dos crachás e orientei alguns palestrantes o local de suas palestras e como encontrar os responsáveis por suas salas.
    Como palestrante ministrei no e-GUS palestra sobre a filosofia de desenvolvimento do Slackware Linux, filosofia essa que também é encontrada na distro que sou membro do time de desenvolvimento, o pQui Linux. Minha palestra teve o título Filosofia Slackware (KISS), uma filosofia de desenvolvimento que busca a simplicidade e a clareza nas soluções abordadas, aproximadamente 15 pessoas assistiram essa palestra e no final tive a agradável surpresa da presença dos meus pais no evento.
    Eventos são lugares onde aprendemos mais e revemos amigos, em alguns casos vemos amigos pois conheço muitas pessoas somente virtualmente, trabalhamos juntos, conversamos em listas, instant messengers mas nunca nos vimos pessoalmente, caso do nosso colaborador Alemão que produz algumas artes gráficas para o pQui Linux, ou mesmo o Malcon X lenda da comunidade Slackware, conheço ele já faz 5 anos mas somente nesse evento que o vi pessoalmente, fiz questão de tirar foto com ele para provar que ele existe.
    E ainda contamos com a presença dos nossos ilustres mantenedores do pQui Linux, seu criador o já afamado Hudson Figueredo (mantenedor pQui32) e o Guilherme Lima (mantenedor pQui64). Ainda no e-GUS tivemos palestra do Hudson exibindo o pQui Linux em sua mais nova versão 3.1 mostrando as características do sistema, e falando sobre suas funções básicas.
    Instalamos o pQui-Linux em algumas maquinas, distribuímos adesivos, explicamos como se juntar ao time que desenvolve o pQui linux, uma coisa que acho interessante é que com distros nacionais e principalmente com o pQui Linux é muito provável que um dia você fale com o desenvolvedor da distro pessoalmente e isso é impagável.
    As empresas se fizeram presentes com seus stands e profissionais uniformizados, distribuindo alguns brindes e sorteando outros. Isso é particularmente importante pois dá aos participantes do evento uma chance de conhecer o lado profissional do Open Source ainda falando sobre empresas vi uma banca (grande por sinal) da Linux Magazine com um representante bem humorado, gostei disso pois é a melhor publicação sobre Linux no Brasil, sou assinante e gosto muito da qualidade das matérias, principalmente a coluna do Cachorro Louco. Falei inclusive da possibilidade de uma matéria sobre nós SLOG,pQui em alguma edição da Linux Magazine e o representante disse que é bem possível. Então preparem-se pois é bem provável que sejamos vistos na Linux Magazine.
    No EGSLE muitos palestrantes e pessoas entendidas da área, meus pais assistiram a palestras e especialmente minha mãe que é professora primaria, gostou muito das ferramentas do educatux e ganhou mídias de instalação do edubuntu, apresentei meus pais para muitos do meus conhecidos e amigos dessa caminhada de software livre.
    Depois de muita conversa com o pessoal, muita interação e fotos (sim eu tirei muitas fotos)
 o evento estava chegando ao fim, o encerramento foi simples dentro de uma sala onde todos se amontoaram e escutaram os agradecimentos aos patrocinadores e a todas as pessoas que tornaram isso possível.
    Deixo aqui um chamado para todas as pessoas interessadas em software livre para que compareçam nos eventos pois é lá que a comunidade se encontra e se torna cada vez mais forte onde a comunidade se conhece e interage com outras comunidades, inclusive é profissional e academicamente bom para o curriculum das pessoas participantes.
    Não percam os próximos eventos de Software Livre aguardamos vocês !
   
    Mesmo com medo de ser injusto vou citar os nomes que eu me lembrar aqui de pessoas que gostei muito de rever ou de ver.

Hudson Figueredo : pQui Linux
Guilherme Lima : pQui Linux 64bits
Gustavo Luiz : Br-Office Goiás
Hugo Seabra : Joomla
Daniele : /MNT Mulheres na Tecnologia ( mais conhecida no SLOG como garota bonita )
Marcia :  /MNT Mulheres na Tecnologia
Wendell : Anapolivre
Joelias Jr : GoiabaDigital
Alemão : artista do pQui
Sheldon Led : velho conhecido da net
Ole Fernando : Filho do Dr. Ole
Ole Peter Smith : pai do Ole Fernando e presidente do SLOG
Malcon X : Gus-Go     
Leonardo Miranda e família : Cara do Back-Trak
Raphael Adrien : GoJava

Com certeza existem mais pessoas mas no momento não me lembro dos nomes, mas tenham certeza que cada um que falei com ele ou dei um olá mesmo que de longe, tem o meu respeito e admiração  por estar comprometido com a mesma causa que nos une, o Software Livre  


Http://slog.org.br  Software Livre Oeste Goiano
http://pquilinux.org Site do projeto pQui Linux a distribuição Linux de Goiás
http://gus-go.com.br Grupo de usuários Slackware de Goiás
http://fgsl.aslgo.org.br/fgsl7/ site do evento

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O Manifesto SLOG !


Software livre é mais que programas com liberdades e código fonte
aberto. É uma filosofia. Um modo de vida. Uma forma de expressão.

Somos pessoas comuns: alunos, professores, pais, filhos, patrões,
empregados, produtores e consumidores, unidos por um sentimento.
Sentimento de liberdade, que desencadeia outros sentimentos e nos faz
marchar por uma causa: o Software Livre no Oeste Goiano. Defendemos o
livre conhecimento, a liberdade do usuário de programas de
computadores, o livre acesso a informação e a tecnologia aberta e
socialmente justa.

Lutamos pelo povo, lutamos pela educação. Não iremos parar. Não
podemos parar. Somos muitos, somos fortes, somos SLOGERS.

Vamos levar o conhecimento de software livre nas cidades do interior.
Vamos usar todas as táticas para disseminar o conhecimento da
tecnologia que liberta seus conhecedores. Levantamos essa bandeira e
não deixaremos que caia. Não seremos esquecidos. Não seremos
ignorados. Nossa mensagem ecoa nos lugares mais remotos.

Eu sou um SLOGER e esse é meu manifesto!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Carta Aberta de Richard Stallman para Dilma Rousseff sobre direitos autorais !

Cara presidenta eleita Rousseff e cidadãos do Brasil
No debate brasileiro sobre a lei de dirieito autoral, uma melhoria importantíssima foi sugerida: a liberdade de compartilhar obras publicadas em troca de uma taxa cobrada dos usuários de Internet ao longo do tempo. Reconhecer a utilidade à sociedade do compartilhamento de arquivos via Internet entre os cidadãos será um grande avanço, mas esse plano levanta uma segunda questão: como utilizar o valor arrecadado? Se usado adequadamente, ele oferece a chance de um segundo grande avanço, em apoio à arte.
As editoras costumam propor usar o dinheiro para “recompensar” os “titulares dos direitos” — duas más ideias juntas. “Titulares dos direitos” é uma forma disfarçada de direcionar o dinheiro principalmente às editoras em vez de aos artistas. Quanto a “recompensar”, esse conceito é inadequado, pois significa pagar a alguém para fazer um trabalho, ou compensar essa pessoa por tirar algo dela. Nenhuma dessas descrições se aplica à prática do compartilhamento de arquivos, já que os ouvintes e espectadores não contrataram as empresas nem os artistas para realizarem um trabalho, e compartilhar mais cópias não lhes tira nada. (Quando eles alegam ser prejudicados, é em comparação com seus sonhos.) Editoras utilizam o termo “recompensar” para pressionar outros a verem a questão da forma como elas a vêem.
Não há necessidade de “recompensar” ninguém pelo compartilhamento de arquivos entre os cidadãos, mas apoiar os artistas é útil para a arte e para a sociedade. Se o Brasil adotar um sistema de taxa de licença para o compartilhamento, ele deve projetar o sistema para distribuir o dinheiro de forma a apoiar os artistas com eficiência. Com este sistema em funcionamento, os artistas se beneficiarão quando as pessoas compartilharem suas obras e incentivarão o compartilhamento.
Qual a forma eficiente de apoiar a arte com esse dinheiro?
Primeiramente, se o objetivo é apoiar os artistas, não dê a verba às editoras. Apoiar as editoras praticamente não apóia os artistas. Por exemplo, as gravadoras pagam aos músicos uma pequena parte ou nada do dinheiro que elas recebem pela venda de álbuns: os contratos de gravação dos músicos são minuciosamente projetados para que os músicos não recebam “seu” quinhão das vendas de álbuns a menos que um álbum venda um tremendo número de cópias. Se a arrecadação pelo compartilhamento de arquivos for distribuída às gravadoras, ela não alcançará os músicos. Contratos com escritores não são tão ultrajantes assim, mas até mesmo os autores de “best-sellers” podem receber pouco. O que a sociedade precisa é apoiar melhor estes artistas e autores.
Proponho, portanto, distribuir as verbas somente para os participantes criativos e garantir, por lei, que as editoras sejam impedidas de cobrá-las de volta ou deduzi-las do que devem ao autor.
A taxa seria cobrada inicialmente pelo provedor de conexão à Internet (prestador do Serviço de Comunicação Multimídia). Como ela deve chegar ao artista? Ela pode passar pelas mãos de uma agência estatal; ela pode passar por uma entidade arrecadadora, contanto que as entidades arrecadadoras sejam reformadas para que qualquer grupo de artistas possa iniciar a sua.
Entretanto, os artistas não podem ser compelidos a trabalhar para as entidades arrecadadoras já existentes, pois estas podem ter regras anti-sociais. Por exemplo, as entidades arrecadadoras de alguns países europeus proíbem que seus membros publiquem qualquer coisa sob lcienças que permitam o compartilhamento (por exemplo, usando qualquer uma das licenças “Creative Commons”). Se a verba do Brasil para apoiar artistas incluir artistas estrangeiros, eles não devem ser compelidos a fazer parte dessas entidades arrecadadoras para receberem sua fatia das verbas brasileiras.
Qualquer que seja o trajeto seguido pelo dinheiro, nenhuma das instituições desse trajeto (provedor, agência estatal ou entidade arrecadadora) pode ter qualquer autoridade para alterar quais fatias serão destinadas a quais artistas. Isso deve ser claramente definido pelas regras do sistema.
Mas quais devem ser essas regras? Qual a melhor forma de dividir o dinheiro entre todos os participantes criativos?
O método mais óbvio é calcular a fatia de cada artista em proporção direta à popularidade de sua obra. A popularidade pode ser medida convidando 100 mil pessoas escolhidas aleatoriamente a fornecer as listas de obras que executaram. É isso que propostas de “recompensar os titulares dos direitos” geralmente fazem. Mas esse método de distribuição não é muito eficaz para promover a arte, pois uma grande fração das verbas iria para as superestrelas, que já são ricas ou ao menos confortáveis, deixando pouco dinheiro para apoiar os artistas que realmente precisam delas.
Eu proponho que, em vez disso, se pague a cada artista de acordo com a raiz cúbica de sua popularidade. Mais precisamente, o sistema poderia medir a popularidade de cada obra, dividi-la pelos artistas da obra para obter um valor para cada artista, depois calcular a raiz cúbica disso e determinar a fatia dos artistas em proporção a estas raízes cúbicas.
O efeito disto seria aumentar a fatia dos artistas moderadamente populares por meio da redução da fatia das superestrelas. Cada superestrela ainda receberia mais do que cada não superestrela, até várias vezes mais, mas não centenas ou milhares de vezes mais. Com essa alteração, uma dada soma total de dinheiro conseguirá apoiar adequadamente um maior número de artistas.
Promover a arte e a autoria apoiando artistas e autores é o objetivo correto de uma taxa de licença para o compartilhamento porque é o objetivo correto dos próprios direitos autorais.
Uma última questão é se o sistema deve apoiar autores e artistas estrangeiros. Seria natural que o Brasil exigisse reciprocidade de outros países como condição para lhes dar apoio a autores e artistas, mas penso que isto seria um erro estratégico. A melhor forma de convencer outros países a adotarem um plano como este não é pressioná-los por meio de seus artistas — eles não sentirão falta desses pagamentos porque não estão acostumados a recebê-los — mas educar seus artistas quanto aos méritos deste sistema. Incluí-los no sistema é a forma de educá-los.
Outra opção é incluir artistas e autores estrangeiros, mas reduzir o pagamento a 1/10 quando seus países não cooperarem reciprocamente. Imagine dizer a um autor: “Você recebeu R$ 50 da taxa brasileira de licença para o compartilhamento. Se seu país tivesse uma taxa semelhante e fizesse um acordo recíproco com o Brasil, você agora teria recebido R$ 500 do Brasil, somado à quantia de seu próprio país.”
Conheço um dos possíveis obstáculos à adoção deste sistema no Brasil: Tratados de Livre Exploração como aquele que estabeleceu a Organização Mundial do Comércio. Eles são projetados para fazer os governos agirem em benefício das empresas, não das pessoas; eles são os inimigos da democracia e do bem-estar da maioria das pessoas. (Agradecemos ao Lula por salvar a América do Sul da ALCA.) Alguns deles exigem “recompensa para os titulares dos direitos” como parte de sua política geral de favoritismo das empresas.
Felizmente, este obstáculo pode ser transposto. Se o Brasil se vir compelido a pagar pelo objetivo equivocado de “recompensar os titulares dos direitos”, ele ainda pode adotar o sistema apresentado acima. Aqui está como.
O primeiro passo rumo ao fim de um domínio injusto é negar sua legitimidade. Se o Brasil for compelido a “recompensar os titulares dos direitos autorais”, deve denunciar essa imposição como errada e ceder temporariamente a ela. A denúncia poderia ser colocada no preâmbulo da própria lei, da seguinte forma:
Considerando que o Brasil deseja incentivar a útil e prestativa prática de compartilhar, na Internet, obras publicadas;
Considerando que o Brasil é compelido pela Organização Mundial do Comércio a pagar aos titulares dos direitos o resgate dessa liberdade, mesmo que esse dinheiro vá apenas enriquecer as editoras em vez de apoiar artistas e autores; Considerando que o Brasil deseja, além dessa exigência imposta, apoiar artistas e autores melhor do que o sistema atual de direitos autorais faz;
Em seguida, após estabelecer uma taxa para fins de “recompensa”, estabelecer uma segunda taxa adicional (igual ou maior em valor) para apoiar os autores e artistas. O plano desperdiçador e equivocado da “recompensa” não deve ser um substituto para o plano útil e eficaz. Então, implemente-se o plano útil e eficaz para apoiar os artistas diretamente, pois isso é bom para a sociedade, e implemente-se a “recompensa” exigida pela OMC, mas somente enquanto a OMC mantenha o poder de impô-la.
Isto iniciará a transição para um novo sistema de direitos autorais adequado à era da Internet.
Obrigado por considerar estas sugestões.
Richard M. Stallman